terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ainda sobre vocação...

Falando de vocação...

Você já ouviu falar de cinema na “VELA”.

Não foi escrito errado não. È cinema na vela e não na TELA como poderíamos esperar. Esse é mais um exemplo que pode ajudar a entender o que é a vocação do EXIBIDOR DE FILME





Site dos produtores do projeto.
http://www.ideario.org.br/


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um passo importante para preservar a memória do Cine Teatro Vitória

Um passo importante para a preservação da memória do Cine Teatro Vitória e de Joaquim Ribeiro Sadi e sua obra (Cinema Metrópole dentre outros), será dado na próxima quinta-feira, dia 01 de outubro de 2009.



Após inúmeras tentativas de armazenar antigos filmes, pedaços de filmes em formato de 16mm e 35mm conseguimos que o Centro de Referência em AudioVisual da Prefeitura de Belo Horizonte (CRAV-BH), na pessoa do seu Diretor de Acervo, Alexandre Pimenta, aceitasse o depósito dos filmes disponíveis para arquivamento naquela instituição.



O CRAV-BH possui equipamento especialmente concebido para garantir ambientes que possam conservar filmes e evitar sua deteriorização, além de contar com equipamentos para diagnosticar problemas que esses filmes possam apresentar e que possam comprometer a sua estrutura levando a sua destruição.



Na ocasião Joaquim Antônio Ribeiro (Juaca) estará visitando o CRAV para firmar os devidos convênios e termos de depósito dos objetos. O CRAV-BH estará realizando a avaliação dos filmes já encaminhados para um primeiro diagnóstico e fará uma avaliação dos eventuais problemas que estejam apresentando.



A data e ação são importantes, pois é o primeiro reconhecimento de uma instituição pública da relevância da história de Joaquim Ribeiro “Sadi” para a cultura de Minas Gerais.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Há fatos na memória...

Matéria publicada no Jornal Afato – novembro de 2004
Página 4.

Lendo, no último AFATO, a notícia da inauguração do Teatro Vitória, senti, vontade de saborear pedacinhos do passado... Quanta lembrança forte, quantos fatos na memória arquivados, bastando-me escolher um para ser vivido de novo e bem devagar, como que “pipinando” (como se diz em Teófilo Otoni) um bom-bocado feito por Dona Lourdes Lorentz ou um canudinho com doce de leite, feito por Dona Violeta Castro Pires. Indecisa, entre tantos fatos saborosos, confeitados de saudade, permito a minha imaginação ouvir, pelo alto-falante, a voz do locutor anunciando o nome do filme, antes que se inicie a música “No mar negro” que prenuncia a sessão da noite, no Cine Viória. Revejo o entusiasmo dos jovens interrompendo o footing, formando fila para entregar, aos porteiros, Joaquim e Jorge, o ingresso já adquirido na mão de Santa de Inhá Maria. Entrar no “Cine Teatro Vitória” provocava, sempre, uma altivez, uma certa pose, além da alegria, tanto fosse para descobrir um bom lugar na platéia ou para subir a escadinha lateral de acesso aos bastidores e ao palco.

Todo domingo era esperado, com entusiasmo que variava em sua intensidade de acordo com a programação estabelecida por Sady Ribeiro. Se o filme fosse impróprio para menores, contentavam-se os adolescentes com a matinê que, além do filme de aventuras ou de suaves romances com Doroty Lamour, com June Álisson, exibia um capítulo do seriado de Zorro ou qualquer outro de caubói.

Apresentavam-se, no palco do Vitória, peças teatrais de artistas da capital que empolgavam a cidade, porém eram raras e caras, mas os shows, recitais e experiências dos grupos de teatro local eram frequentes e de custo acessível para o povo. Os artistas eram amadores dedicados que faziam de cada ensaio um encontro festivo como é tão próprio da nossa gente.

Professores e alunos do Colégio São Francisco e de outras escolas se esmeravam na escolha de roteiros e números musicais, assim como também o faziam as coordenadoras dos movimentos sociais da paróquia da Igreja Matriz.

Como se estivesse vendo um filme esfumaçado, a memória projeta, na tela das evocações, a vida de Santa Terezinha apresentada em quadros vivos, no palco do Vitória... A narradora, não sei se é Rísia Penchel ou Nícia Campos... Eu era menina, na época, e os detalhes precisos me chegam das danças folclóricas e bailados como Edimê em destaque. A nitidez também aparece focalizando Marta Caldeira dançando “Um barril de chopp” e Zine à frente de um grupo de bailarinas em esboço de dança clássica. Muda-se o foco para a peça infantil “Chapeuzinho Vermelho” e, sem atentar para datas dos eventos, entreabrem-se as cortinas de veludo e lá está a jovem Glícia Porto cantando, no centro do palco...-”Tão longe, de mim distante...” - Distante do tempo, em salto rápido da imaginação, percebo a positiva invasão das ondas sonoras pela ZYX 7 Rádio Teófilo Otoni que se espalha pelos quatro cantos da cidade, conquistando o povo... Mas a rádio Teófilo Otoni quer mais. A diretoria resolveu fazer programas de auditório e, a escolha do espaço não poderia ser melhor: Cine Teatro Vitória. Nasce, então, a “Matinal X 7”, para crianças e adolescentes. Com platéia assídua e bons animadores no palco, acontecem surpresas e revelações.

Cria-se um programa de perguntas e respostas que, se não me engano, tinha a colaboração de Tii a circular com um microfone de fio enorme pela platéia! Uma farra para os estudantes que desejavam demonstrar conhecimento.

Passava-se, entre simplicidades tão nossas e influências da capital, o tempo e o jeito de nosso povo sempre afeito as novidades.

O palco do Cine Vitória, que sentiu, em cada final de ano, a ressonância dos discursos dos paraninfos e oradores, nas formaturas de professoras, contabilistas e ginasianos, que captou a alegria dos formandos e a emoção dos familiares que lotavam a platéia, se transformava em modismo no período de férias.

Era a vez dos desfiles de modas com as modelos escolhidas entre as jovens mais bonitas e desenvoltas da sociedade. Desfilavam Maria Cristina Abrantes, as filhas altivas de dona Edith, as irmãs Neiva, e outras das quais revejo o porte, sem distinguir os nomes, neste instante e lugar em que me encontro, ditando lembranças para o laptop, no condomínio Pasárgada, em Nova Lima.

Não tive o privilégio de conhecer ainda as novas instalações do Teatro Vitória reativando nas comemorações dos 60 anos de sua inauguração, com um salão de espetáculos de 812 poltronas, palco, camarins bem equipado, com espaço necessário para montagem de qualquer tipo de cenário, e total segurança na prevenção de incêndios.

Joaquim Ribeiro conserva vivo o sonho de seu pai neste espaço cultural que centraliza a expectativa do povo confiante na qualidade da sua programação.Espaços tão próprios para uma cidade que não nega, das suas raízes, a influência diversificada em núcleos da Europa na composição do sonho maior do Ministro do povo... Não apenas fundar uma cidade, mas criar condições para uma gente especial preparada para viver e conviver- Somos.

G.S Murta.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Café cinematográfico na Unileste

Cel. Fabriciano tem sessão do evento Café Cinematográfico que é organizado pelo Professor Rodrigo do curso de publicidade e comunicação da Unileste.
O obra exibido foi O filme “1,99 – Um supermercado que vende palavras - 20034”,isso mesmo o valor de um penchincha em lojas exatamentes conhecidas como “1,99” que vende coisinhas, no filme, também vende coisas, idéias, prende as pessoas, conceitos e outras coisas mais.
O filme possui uma narrativa com intercalação de diversas situações que devem ser contextualizadas. Algumas discussões que podem servir como pontos de reflexão:Cobra come o rato,Idosos no refrigerador. O filme apresenta música, cenas diversas, letreiros e acabam chamando nossa atenção misturando tudo isso.


Título da Obra:
•1.99 - Um supermercado que vende palavras – 2003 - Brasil
Histórias dentro de um supermercado.
Diretor - Marcelo Sá Moreira Masagão
Descrição:
O diretor Marcelo Masagão (Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos) leva às telas um supermercado que vende palavras e sentimentos.
ficha técnica:
• título original:1,99 - Um Supermercado Que Vende Palavras
• gênero:Drama
• duração:01 hs 12 min
• ano de lançamento:2003
• estúdio:Marcelo Masagão
• distribuidora:
• direção:
• roteiro:Marcelo Masagão e Gustavo Steinberg
• produção:Clarissa Knoll e Gustavo Steinberg
• música:Wim Mertens e André Abujamra
• fotografia:Hélcio Alemão Naganine
• direção de arte:
• figurino:Maite Chasseraux
• edição:
• efeitos especiais:
Referência no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=zwQSn7I42KM

# 1,99 – UM SUPERMERCADO QUE VENDE PALAVRAS
Brasil, 2003
Direção, direção de arte e montagem: MARCELO MASAGÃO
Roteiro: MARCELO MASAGÃO, GUSTAVO STEINBERG
Duração: 72 minutos


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pensando em vocação para exibidor

Vocês já pensaram a importância de avaliar a nossa vocação.

Quem é exibidor pode exibir filmes para grandes públicos ou pequenos. No meios ou nas extremidades, sempre terá alguém com a vocação de exibir filmes.

Cinevale - Mostra de Cinema Do Jequitinhonha from thiago tom on Vimeo.

"aqui não no Vale do Jequitinhonha Tem muito riqueza não é probreza".

Exibidores de grande cinemas ao ar livre.

Projeto Estação Cinema com sede em Ipatinga.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sempre atual. Jornalista e critíco de cinema Aramis Millarch




A força de um jornalista e critíco de cinema está em perceber muitas vezes que suas palavras ecoam pelo tempo.

Como estou pesquisando referências a sala de cinemas antigas, busquei na Internet informações e textos para entender todo esse processo de transformação daqueles espaços de exibição de filme e até como a literatura e o próprio cinema retrataram esse fenômeno.

São inúmeras referências, mas uma especialmente, me chamou a atenção.

As crônicas de Aramis Millarch já falecido, mas que estão sendo recuperadas através de um site chamado Tabloide Digital.


A crônica com o título "Splendor", a crônica da última sessão de cinema é "ESPLENDOROSA".
Veja o link para o site. http://migre.me/6FPy

Além de comentar o filme Splendor de Etore Ecola, o jornalista também enche de poesia o seu texto com lirismo de um verdadeiro amante do cinema.

Suas indicações de filme inclusive servirão para a nossa primeira mostra de cinema que eu estou programando e com o título "Homenagem a sala de cinema". Suas indicações de filme como Cinema Paradiso, Splendor, A última sessão de cinema, a rosa purpura do cairo, já constam dessa lista de filme que estamos selecionando.

O próprio artigo que é uma preciosidade, ainda bem que foi recuperado e disponibilizado na Internet traz a relação de filmes que aparecem no filme Splendor como homenagem da obra ao cinema.

Veja a citação dos filmes que aparecem durante o Filme splendor: citando Millarch "Como citações, Scolla utilizou fragmentos dos filmes "Amarcord" (Fellini), "A Batalha da Argélia" (Gillo Pontecorvo), "A Noite Americana" (Truffaut), "Aquele que Sabe Viver" (Dino Risi), "De Punhos Cerrados" (Marco Bellocio), "A Grande Guerra" (Mário Monicelli), "A Felicidade não se Compra" (Frank Capra), "Metropolis" (Fritz Lang), "Playtime" (Jacques Tati), "Sciopione, o Africano" (Carmine Gallone), "A Árvore dos Tamancos" (Ermano Olmi), "Morangos Silvestres" (Ingmar Bergman) e "Z" (Costa-Gravas). Na versão para a Itália, aparecem também seqüências de "La Cena Delle Beffe" (Alessandro Blaseti) e "Milagre em Milão" (Vitorio de Sica). Identificar estes filmes, durante a projeção de "Splendor" é um prazer a mais para os cinéfilos."

Alguém se habilita a registrar algum outro filme não identificado ???

Parabéns pelo site Tabloide digital que espero poder continuar consultando...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Recuperando a memórias de outras salas de cinema. O caso do Cine Brasil de BH






Muito das histórias das antigas salas de exibição são contadas através de projetos de conservação e memória.

Algumas salas públicas até recebem programas de incentivo e apoio cultural para renascerem. Esse é o caso do cine teatro Brasil que tem amplo projeto de recuperação e preservação em andamento.

O novo espaço terá o nome da atual patrocinadora da reforma a V E M mannesmam.

Veja detalhes do site do projeto aqui

Algumas referências do site são interessantes, veja as citações:
Muitos estudiosos abordam a gênese da vida social belo-horizontina e a importância do cinema nesse contexto.

Destacam-se como referências do recorte aqui apresentado as pesquisas de Ataídes Braga, em O Fim das Coisas e de Maria Céres Castro (et. al.) em Folhas do Tempo; imprensa e cotidiano em Belo Horizonte.

Referências para avaliação e utilização em nosso projeto de memória.


Na publicação. O fim das coisas. Belo Horizonte. Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Secretaria Municipal de Cultura, 1995, autor Ataídes Braga.

As práticas sociais, culturais e a comunicação de massa em Belo Horizonte, inclusive o cinema, são analisadas no livro Folhas do Tempo - Imprensa e cotidiano em Belo Horizonte, 1895-1926, de Maria Céres Castro, Paulo Bernardo Vaz et. al. Belo Horizonte: UFMG; Associação Mineira de Imprensa, Prefeitura de Belo Horizonte, 1997.

Todas essas citações ou livros não estão disponibilizados de forma fácil, terei que "garimpar" um jeito de conseguir esse material.


Finalmente, fica a fala final do poeta:

Carlos Drummond de Andrade lamenta o fechamento no poema O Fim das Coisas, de 1928.



"Fechado o Cinema Odeon, na Rua da Bahia.

Fechado para sempre.

Não é possível, minha mocidade

fecha com ele um pouco.

Não amadureci ainda bastante

para aceitar a morte das coisas

que minhas coisas são, sendo de outrem,

e até aplaudi-la, quando for o caso.

(...)


Outra citação creditada ao poeta:

A espera na sala de espera. A matinê com Buck Jones, tombos, tiros, tramas.

A primeira sessão e a segunda sessão da noite. A divina orquestra, mesmo não divina,

costumeira. (...)"

Enfim, pessoas importantes ou não, todos temos lembranças das salas de cinema...