domingo, 11 de julho de 2010

Mais um “Palácio” de cinema derrubado




Você sabe onde era um dos maiores cinemas do interior do Estado de Minas Gerais com cerca de 1.200 poltronas, que já abrigou apresentações musicais do Rei Roberto Carlos e foi inaugurado na década de 60 ?



Os palácios de cinema estão acabando e o próprio “Palácio” de Teófilo Otoni está com seus dias contatos. Seu único rival, fora das salas de cinema de BH como o cine Palladium, era o cinema de Caratinga. Apenas um pouco maior. Mais nas últimas décadas se consideramos um cinema ativo o Palácio era o maior cinema do Estado e sendo assim o último a ser derrubado. Só esse fato já garante o registro final da história das salas de cinema do Estado de Minas Gerais.

Esse cinema era o Palácio de Teófilo Otoni que está em processo de fechamento e porque não dizer destruição. O trágico fim dos cinemas ganha mais um capítulo com a morte do Palácio de Teófilo Otoni.

A onde estão os órgãos de defesa do patrimônio histórico de estado e dos municípios. Onde estão as entidades de cultura que estão deixando morrer mais uma sala de cinema em nosso Estado e essa sala não é qualquer uma e sim o maior cinema que estava em atividade em Minas Gerais.

Gostaria que o Estado de Minas registra-se essa história e denunciasse mais um cinema que está acabando. Como uma vez perdemos o Metrópole da rua da Bahia de Belo Horizonte, agora o Palácio de Teófilo Otoni, está indo embora.

O que podemos fazer ? O que o caderno de cultura do Jornal Estado de Minas Pode fazer ?
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Autoridades do passado e presente.




O Cine Teatro Vitória é um ponto obrigatório de passagem das mais diversas autoridades. No passado até o atual Presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando fazia suas caravanas da cidadania visitou a região. No presente, as autoridades políticas de Minas ainda frequentam o seu espaço, como o Governardo Aécio Neves, Governador Anastácia e a Prefeita de Teófilo Otoni, Maria José e o Deputado Estadual Getúlio Neiva.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Matéria no jornal de maior circulação sobre o cine teatro Vitória

Matéria no jornal de maior circulação sobre o cine teatro Vitória na região do Vale do Aço - Museu da memória cinematográfica

27/10/2009 - 00:00:00h Altera o Tamanho da Letra:

Um rico acervo

Museu da Memória Cinematográfica Joaquim Ribeiro Sadi é idealizado em Ipatinga

+FOTOS
Arquivo Pessoal
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Fachada do Cine Império, em 1940

IPATINGA – No próximo dia 5 comemora-se o Dia do Cinema Brasileiro. No Vale do Aço, a sétima arte já ganhou um verdadeiro e rico presente. Trata-se do Museu da Memória Cinematográfica Joaquim Ribeiro Sadi, que há pouco mais de seis meses foi idealizado pelo médico e especialista em saúde pública Guilherme Camara. Bisneto de um apaixonado e fundador de três salas de cinema em Teófilo Otoni, Joaquim Ribeiro Sadi, Guilherme quis continuar o trabalho e homenagear esse projetista de filmes do início do século XX.

A ideia do museu nasceu a partir do projeto de recuperação da memória deste exibidor cinematográfico, considerado um dos mais antigos de Minas Gerais. A partir do resgate da sua memória, Guilherme Camara descobriu inúmeros objetos, cartazes; enfim, um precioso acervo que remetia à história do cinema brasileiro. A fim de organizar esse acervo e permitir o acesso público a esses objetos de memória iniciou-se a criação do museu, local que retrata o universo de lembranças e sensações relacionadas com o cinema.

Assim, nasceu o Museu da Memória Cinematográfica Joaquim Ribeiro Sadi, que tem atuado na preservação da memória do cinema a partir da exposição e exibição das obras cinematográficas. Para constituir um grupo para gerir essas ações foi criado o Instituto Cultural Joaquim Ribeiro Sadi, que serve como braço administrativo do museu. A entidade sem fins lucrativos atua também com a missão de produzir e usufruir da cultura mineira.

Cineclube
Localizado na avenida Itália, 1.848, no bairro Cariru, o museu conta com o patrocínio da Clínica Viver para chegar até o público. “A Memória Cinematográfica está em exibição na clínica; esta é a forma que encontrei para conciliar a arte com a saúde e, assim, mais pessoas poderem visualizar o acervo”, explica Guilherme, que é curador da iniciativa.

Com o interesse de resgatar o papel cultural das salas dos antigos cinemas, o museu também conta com o Cineclube Joaquim Ribeiro Sadi, uma instituição voltada para exibição de filmes - uma forma de manter a tradição familiar de apresentação de filmes. “O espaço geográfico da clínica se transformou em uma galeria com exposições e, também, em sala de exibições”, completa.

História
Neste primeiro ano, o tema abordado é “Direitos Humanos”, e as obras relacionadas ao assunto ganham destaque no museu. Para o próximo ano o “Faroeste” será ressaltado. São diversos cartazes espalhados pelas várias salas, além de publicidades antigas sobre os filmes, quadros e objetos oriundos do século passado.

Mariza Lemos
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Guilherme Camara exibe cartaz do início do século XX
O acervo foi montado a partir da coleção particular de Guilherme, além de itens do Cine Teatro Vitória, Cine Império e Cine Teatro Metrópole, fundados por Joaquim Ribeiro Sadi em Teófilo Otoni. “Visamos, nas próximas exposições, frisar o cinema do Vale do Aço, mas, para isso, precisaremos da contribuição da população”, acrescenta o curador.

Entre os destaques no museu está a polêmica e irreverente atriz Leila Diniz, que assustou a sociedade machista das décadas de 60 e 70 com sua atitude em relação às liberdades para as mulheres. Ela foi símbolo da luta e conquista dos direitos humanos e civis para as mulheres na sociedade brasileira.

O arquiteto Raffaello Berti, um dos fundadores da Escola de Arquitetura da UFMG, também está entre os homenageados, por ter projetado o Cine Teatro Vitória. Entre os diversos trabalhos que executou em Belo Horizonte destacam-se: Prefeitura Municipal (1935), Palácio Arquiepiscopal (1937), Colégio Marconi (1938/41), Colégio Izabela Hendrix (1939 - auditório), sede social do Minas Tênis Clube (1940), Cine Metrópole (1941, demolido), Santa Casa de Misericórdia (1941/46) e Cine México (1943/44), entre outros.

Serviço
“Desde exibidores, bilheteiros, letristas, porteiros e baleiros a artistas, diretores e produtores, todos serão homenageados. O público também poderá rever tecnologias obsoletas, como um projetor sonoro de 1938, de Ouro Preto”, conta Guilherme Camara.

Os interessados em conhecer o Museu da Memória Cinematográfica Joaquim Ribeiro Sadi, no bairro Cariru, precisam agendar visita pelo telefone 3824-6659. Para aqueles que queiram doar objetos ou mesmo emprestá-los para exibição, o telefone para contato é o mesmo do agendamento. Para outras informações, acesse o site www.vidavalorizada.com.br/museucinema.html.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Colecionador de São Paulo e a História dos Cinemas de São Paulo

Veja os programas no Vitrine com Atilio Santarelli, o maior colecionador de objetos de cinema do Brasil

Parte 1 do Programa Vitrine com Atilio Santarelli





Parte 2 do Programa Vitrine com Atilio Santarelli



Parte 3 do Programa Vitrine com Atilio Santarelli




Parte 4 do Programa Vitrine com Atilio Santarelli




Programa no videoShow

sábado, 3 de outubro de 2009

Cinemas de São Paulo

Cinemas de São Paulo parte 1


Cinemas de São Paulo parte 2



Cine Mafalda

Inauguração do Vitória de São Caetano do Sul

Reportagem sobre cinemas em São Caetano do Sul



Video do Youtube

Inauguração do Vitória




Cine Lido



Cine Lido 2 parte




Cine Colonial São Caetano do Sul



Cine Max

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ainda sobre vocação...

Falando de vocação...

Você já ouviu falar de cinema na “VELA”.

Não foi escrito errado não. È cinema na vela e não na TELA como poderíamos esperar. Esse é mais um exemplo que pode ajudar a entender o que é a vocação do EXIBIDOR DE FILME





Site dos produtores do projeto.
http://www.ideario.org.br/


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um passo importante para preservar a memória do Cine Teatro Vitória

Um passo importante para a preservação da memória do Cine Teatro Vitória e de Joaquim Ribeiro Sadi e sua obra (Cinema Metrópole dentre outros), será dado na próxima quinta-feira, dia 01 de outubro de 2009.



Após inúmeras tentativas de armazenar antigos filmes, pedaços de filmes em formato de 16mm e 35mm conseguimos que o Centro de Referência em AudioVisual da Prefeitura de Belo Horizonte (CRAV-BH), na pessoa do seu Diretor de Acervo, Alexandre Pimenta, aceitasse o depósito dos filmes disponíveis para arquivamento naquela instituição.



O CRAV-BH possui equipamento especialmente concebido para garantir ambientes que possam conservar filmes e evitar sua deteriorização, além de contar com equipamentos para diagnosticar problemas que esses filmes possam apresentar e que possam comprometer a sua estrutura levando a sua destruição.



Na ocasião Joaquim Antônio Ribeiro (Juaca) estará visitando o CRAV para firmar os devidos convênios e termos de depósito dos objetos. O CRAV-BH estará realizando a avaliação dos filmes já encaminhados para um primeiro diagnóstico e fará uma avaliação dos eventuais problemas que estejam apresentando.



A data e ação são importantes, pois é o primeiro reconhecimento de uma instituição pública da relevância da história de Joaquim Ribeiro “Sadi” para a cultura de Minas Gerais.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Há fatos na memória...

Matéria publicada no Jornal Afato – novembro de 2004
Página 4.

Lendo, no último AFATO, a notícia da inauguração do Teatro Vitória, senti, vontade de saborear pedacinhos do passado... Quanta lembrança forte, quantos fatos na memória arquivados, bastando-me escolher um para ser vivido de novo e bem devagar, como que “pipinando” (como se diz em Teófilo Otoni) um bom-bocado feito por Dona Lourdes Lorentz ou um canudinho com doce de leite, feito por Dona Violeta Castro Pires. Indecisa, entre tantos fatos saborosos, confeitados de saudade, permito a minha imaginação ouvir, pelo alto-falante, a voz do locutor anunciando o nome do filme, antes que se inicie a música “No mar negro” que prenuncia a sessão da noite, no Cine Viória. Revejo o entusiasmo dos jovens interrompendo o footing, formando fila para entregar, aos porteiros, Joaquim e Jorge, o ingresso já adquirido na mão de Santa de Inhá Maria. Entrar no “Cine Teatro Vitória” provocava, sempre, uma altivez, uma certa pose, além da alegria, tanto fosse para descobrir um bom lugar na platéia ou para subir a escadinha lateral de acesso aos bastidores e ao palco.

Todo domingo era esperado, com entusiasmo que variava em sua intensidade de acordo com a programação estabelecida por Sady Ribeiro. Se o filme fosse impróprio para menores, contentavam-se os adolescentes com a matinê que, além do filme de aventuras ou de suaves romances com Doroty Lamour, com June Álisson, exibia um capítulo do seriado de Zorro ou qualquer outro de caubói.

Apresentavam-se, no palco do Vitória, peças teatrais de artistas da capital que empolgavam a cidade, porém eram raras e caras, mas os shows, recitais e experiências dos grupos de teatro local eram frequentes e de custo acessível para o povo. Os artistas eram amadores dedicados que faziam de cada ensaio um encontro festivo como é tão próprio da nossa gente.

Professores e alunos do Colégio São Francisco e de outras escolas se esmeravam na escolha de roteiros e números musicais, assim como também o faziam as coordenadoras dos movimentos sociais da paróquia da Igreja Matriz.

Como se estivesse vendo um filme esfumaçado, a memória projeta, na tela das evocações, a vida de Santa Terezinha apresentada em quadros vivos, no palco do Vitória... A narradora, não sei se é Rísia Penchel ou Nícia Campos... Eu era menina, na época, e os detalhes precisos me chegam das danças folclóricas e bailados como Edimê em destaque. A nitidez também aparece focalizando Marta Caldeira dançando “Um barril de chopp” e Zine à frente de um grupo de bailarinas em esboço de dança clássica. Muda-se o foco para a peça infantil “Chapeuzinho Vermelho” e, sem atentar para datas dos eventos, entreabrem-se as cortinas de veludo e lá está a jovem Glícia Porto cantando, no centro do palco...-”Tão longe, de mim distante...” - Distante do tempo, em salto rápido da imaginação, percebo a positiva invasão das ondas sonoras pela ZYX 7 Rádio Teófilo Otoni que se espalha pelos quatro cantos da cidade, conquistando o povo... Mas a rádio Teófilo Otoni quer mais. A diretoria resolveu fazer programas de auditório e, a escolha do espaço não poderia ser melhor: Cine Teatro Vitória. Nasce, então, a “Matinal X 7”, para crianças e adolescentes. Com platéia assídua e bons animadores no palco, acontecem surpresas e revelações.

Cria-se um programa de perguntas e respostas que, se não me engano, tinha a colaboração de Tii a circular com um microfone de fio enorme pela platéia! Uma farra para os estudantes que desejavam demonstrar conhecimento.

Passava-se, entre simplicidades tão nossas e influências da capital, o tempo e o jeito de nosso povo sempre afeito as novidades.

O palco do Cine Vitória, que sentiu, em cada final de ano, a ressonância dos discursos dos paraninfos e oradores, nas formaturas de professoras, contabilistas e ginasianos, que captou a alegria dos formandos e a emoção dos familiares que lotavam a platéia, se transformava em modismo no período de férias.

Era a vez dos desfiles de modas com as modelos escolhidas entre as jovens mais bonitas e desenvoltas da sociedade. Desfilavam Maria Cristina Abrantes, as filhas altivas de dona Edith, as irmãs Neiva, e outras das quais revejo o porte, sem distinguir os nomes, neste instante e lugar em que me encontro, ditando lembranças para o laptop, no condomínio Pasárgada, em Nova Lima.

Não tive o privilégio de conhecer ainda as novas instalações do Teatro Vitória reativando nas comemorações dos 60 anos de sua inauguração, com um salão de espetáculos de 812 poltronas, palco, camarins bem equipado, com espaço necessário para montagem de qualquer tipo de cenário, e total segurança na prevenção de incêndios.

Joaquim Ribeiro conserva vivo o sonho de seu pai neste espaço cultural que centraliza a expectativa do povo confiante na qualidade da sua programação.Espaços tão próprios para uma cidade que não nega, das suas raízes, a influência diversificada em núcleos da Europa na composição do sonho maior do Ministro do povo... Não apenas fundar uma cidade, mas criar condições para uma gente especial preparada para viver e conviver- Somos.

G.S Murta.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Café cinematográfico na Unileste

Cel. Fabriciano tem sessão do evento Café Cinematográfico que é organizado pelo Professor Rodrigo do curso de publicidade e comunicação da Unileste.
O obra exibido foi O filme “1,99 – Um supermercado que vende palavras - 20034”,isso mesmo o valor de um penchincha em lojas exatamentes conhecidas como “1,99” que vende coisinhas, no filme, também vende coisas, idéias, prende as pessoas, conceitos e outras coisas mais.
O filme possui uma narrativa com intercalação de diversas situações que devem ser contextualizadas. Algumas discussões que podem servir como pontos de reflexão:Cobra come o rato,Idosos no refrigerador. O filme apresenta música, cenas diversas, letreiros e acabam chamando nossa atenção misturando tudo isso.


Título da Obra:
•1.99 - Um supermercado que vende palavras – 2003 - Brasil
Histórias dentro de um supermercado.
Diretor - Marcelo Sá Moreira Masagão
Descrição:
O diretor Marcelo Masagão (Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos) leva às telas um supermercado que vende palavras e sentimentos.
ficha técnica:
• título original:1,99 - Um Supermercado Que Vende Palavras
• gênero:Drama
• duração:01 hs 12 min
• ano de lançamento:2003
• estúdio:Marcelo Masagão
• distribuidora:
• direção:
• roteiro:Marcelo Masagão e Gustavo Steinberg
• produção:Clarissa Knoll e Gustavo Steinberg
• música:Wim Mertens e André Abujamra
• fotografia:Hélcio Alemão Naganine
• direção de arte:
• figurino:Maite Chasseraux
• edição:
• efeitos especiais:
Referência no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=zwQSn7I42KM

# 1,99 – UM SUPERMERCADO QUE VENDE PALAVRAS
Brasil, 2003
Direção, direção de arte e montagem: MARCELO MASAGÃO
Roteiro: MARCELO MASAGÃO, GUSTAVO STEINBERG
Duração: 72 minutos


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pensando em vocação para exibidor

Vocês já pensaram a importância de avaliar a nossa vocação.

Quem é exibidor pode exibir filmes para grandes públicos ou pequenos. No meios ou nas extremidades, sempre terá alguém com a vocação de exibir filmes.

Cinevale - Mostra de Cinema Do Jequitinhonha from thiago tom on Vimeo.

"aqui não no Vale do Jequitinhonha Tem muito riqueza não é probreza".

Exibidores de grande cinemas ao ar livre.

Projeto Estação Cinema com sede em Ipatinga.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sempre atual. Jornalista e critíco de cinema Aramis Millarch




A força de um jornalista e critíco de cinema está em perceber muitas vezes que suas palavras ecoam pelo tempo.

Como estou pesquisando referências a sala de cinemas antigas, busquei na Internet informações e textos para entender todo esse processo de transformação daqueles espaços de exibição de filme e até como a literatura e o próprio cinema retrataram esse fenômeno.

São inúmeras referências, mas uma especialmente, me chamou a atenção.

As crônicas de Aramis Millarch já falecido, mas que estão sendo recuperadas através de um site chamado Tabloide Digital.


A crônica com o título "Splendor", a crônica da última sessão de cinema é "ESPLENDOROSA".
Veja o link para o site. http://migre.me/6FPy

Além de comentar o filme Splendor de Etore Ecola, o jornalista também enche de poesia o seu texto com lirismo de um verdadeiro amante do cinema.

Suas indicações de filme inclusive servirão para a nossa primeira mostra de cinema que eu estou programando e com o título "Homenagem a sala de cinema". Suas indicações de filme como Cinema Paradiso, Splendor, A última sessão de cinema, a rosa purpura do cairo, já constam dessa lista de filme que estamos selecionando.

O próprio artigo que é uma preciosidade, ainda bem que foi recuperado e disponibilizado na Internet traz a relação de filmes que aparecem no filme Splendor como homenagem da obra ao cinema.

Veja a citação dos filmes que aparecem durante o Filme splendor: citando Millarch "Como citações, Scolla utilizou fragmentos dos filmes "Amarcord" (Fellini), "A Batalha da Argélia" (Gillo Pontecorvo), "A Noite Americana" (Truffaut), "Aquele que Sabe Viver" (Dino Risi), "De Punhos Cerrados" (Marco Bellocio), "A Grande Guerra" (Mário Monicelli), "A Felicidade não se Compra" (Frank Capra), "Metropolis" (Fritz Lang), "Playtime" (Jacques Tati), "Sciopione, o Africano" (Carmine Gallone), "A Árvore dos Tamancos" (Ermano Olmi), "Morangos Silvestres" (Ingmar Bergman) e "Z" (Costa-Gravas). Na versão para a Itália, aparecem também seqüências de "La Cena Delle Beffe" (Alessandro Blaseti) e "Milagre em Milão" (Vitorio de Sica). Identificar estes filmes, durante a projeção de "Splendor" é um prazer a mais para os cinéfilos."

Alguém se habilita a registrar algum outro filme não identificado ???

Parabéns pelo site Tabloide digital que espero poder continuar consultando...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Recuperando a memórias de outras salas de cinema. O caso do Cine Brasil de BH






Muito das histórias das antigas salas de exibição são contadas através de projetos de conservação e memória.

Algumas salas públicas até recebem programas de incentivo e apoio cultural para renascerem. Esse é o caso do cine teatro Brasil que tem amplo projeto de recuperação e preservação em andamento.

O novo espaço terá o nome da atual patrocinadora da reforma a V E M mannesmam.

Veja detalhes do site do projeto aqui

Algumas referências do site são interessantes, veja as citações:
Muitos estudiosos abordam a gênese da vida social belo-horizontina e a importância do cinema nesse contexto.

Destacam-se como referências do recorte aqui apresentado as pesquisas de Ataídes Braga, em O Fim das Coisas e de Maria Céres Castro (et. al.) em Folhas do Tempo; imprensa e cotidiano em Belo Horizonte.

Referências para avaliação e utilização em nosso projeto de memória.


Na publicação. O fim das coisas. Belo Horizonte. Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Secretaria Municipal de Cultura, 1995, autor Ataídes Braga.

As práticas sociais, culturais e a comunicação de massa em Belo Horizonte, inclusive o cinema, são analisadas no livro Folhas do Tempo - Imprensa e cotidiano em Belo Horizonte, 1895-1926, de Maria Céres Castro, Paulo Bernardo Vaz et. al. Belo Horizonte: UFMG; Associação Mineira de Imprensa, Prefeitura de Belo Horizonte, 1997.

Todas essas citações ou livros não estão disponibilizados de forma fácil, terei que "garimpar" um jeito de conseguir esse material.


Finalmente, fica a fala final do poeta:

Carlos Drummond de Andrade lamenta o fechamento no poema O Fim das Coisas, de 1928.



"Fechado o Cinema Odeon, na Rua da Bahia.

Fechado para sempre.

Não é possível, minha mocidade

fecha com ele um pouco.

Não amadureci ainda bastante

para aceitar a morte das coisas

que minhas coisas são, sendo de outrem,

e até aplaudi-la, quando for o caso.

(...)


Outra citação creditada ao poeta:

A espera na sala de espera. A matinê com Buck Jones, tombos, tiros, tramas.

A primeira sessão e a segunda sessão da noite. A divina orquestra, mesmo não divina,

costumeira. (...)"

Enfim, pessoas importantes ou não, todos temos lembranças das salas de cinema...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Como entender uma vocação...

Qual é a motivação para escolhermos um ofício ou profissão ?

A vocação é dita como uma dessas referências, mas o momento que ela se manifesta ou que entendemos que estamos fazendo o que nós é mais prazeroso, não é dado de forma automática ou natural.

As vezes, pelos caminhos mais tortuosos, acabamos encontrando um determinado trabalho, mas que nos leva a nossa verdadeira vocação e ofício.

O caso de um catador de papel de rua que virá exibidor cinematográfico é um desses exemplos.

Em qual momento ele se transforma de catador para exibidor. Qual são suas referências e memórias que possam esclarecer esse momento ou iluminar fatores determinantes para uma trajetória de vida.

Veja o documentário sobre o mesmo, José Luiz Zagati, 52 anos.

Filme documentário parte 1.




Filme documentário parte 2.



"Como pode uma pessoa que tem uma obra de arte, uma obra prima jogar fora, jogar no lixo", Zagati.

Outro filme sobre o personagem

sábado, 22 de agosto de 2009

Exposição no Museu Histórico Abílio Barreto em BH apresenta objetos da história de BH. Chamou minha atenção a exposição de um assento do antigo Cine Teatro Metrópole. A poltrona mostra a perspectiva do público e é uma das dimensões que estamos estudando e pesquisando em relação ao nosso Museu da Cinematográfia. Essa referência é importante e o próprio cine Teatro Metrópole é meio irmão do Metrópole. Seu arquiteto é o mesmo do Vitória (Raffaelo Berti).
O MHAB é uma ótima referência para instituições museológicas e a sua exibição lá na cidade Jardim em BH está muito bonita.
Quando vi a cadeira não pude perder a oportunidade de levar Joaquim Antônio Ribeiro (Juaca) para ver a mesma em exposição.
Essas partes do antigo cinema ajudam a identificar as pessoas com essa história e tantos momentos que passaram nas salas de cinema.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O filme da estréia do Vitória. O filme Ramdon Harvest ou Na noite do passado.

Que tal uma viagem no Tempo, imagine você na sessão de estréia do Cine Teatro Vitória em 1944, veja o programa no site e assista ao filme, a música, os atores e os sentimentos do romantismo da estréia.

Primeira parte



Parte 2/13


Parte 3/13


Parte 4/13


Parte 5/13



Parte 6/13



Parte 7/13


Parte 8/13



Parte nove - 9/13


Parte dez - 10/13




Parte onze - 11/13



Parte doze - 12/13



Parte final - 13/13

sábado, 1 de agosto de 2009

Cinemas antigos em outras cidades. Nordeste de Minas Gerais


Outros cinemas também são registrados e existiram em cidades do nordeste de Minas Gerais.

Como esse blog é dedicado a memória desses espaços antigos será muito importante levantar também essas histórias e referências a esses espaços culturais.

A foto anexa registra um cinema no bairro do Horto em Ipatinga no ano de 1964.

Veja a matéria e link de divulgação desse projeto de memória da região do Vale do Aço e que é realizada pela Associação Cultural do Vale do Aço - ACECIVA. http://migre.me/4x8J

Gostariamos de ter mais informações sobre o local exato do cinema e algumas histórias desse espaço cultural e de outras cidades também. Espero também poder identificar ações, pessoas, instituições que estejam trabalhando na recuperação dessas histórias e como esses locais foram importantes para difundir cultura e lazer nas cidades de Minas Gerais.

Nosso acervo com referência a esses locais está sendo construido e espero que outros "garimpeiros" dessas histórias possam colaborar com esse projeto. Caso você conheça histórias, dados e memórias de cinemas antigos, entre em contato.

http://cultural.vidavalorizada.com.br
guilherme.ribeiro.camara@gmail.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

Personalidades no Vitória. O rei do Brasil Roberto Carlos...





No ano que o rei Roberto Carlos completa os seus 50 anos, não poderíamos esqueçer a sua passagem na região de Teófilo Otoni e registrando algumas histórias que são parte da memória cultural dos filhos de Joaquim "Sadi" Ribeiro. Seu filho Roberto Ribeiro aparece ao lado do rei em uma das suas hospedagens no Hotel Metropole que era um empreendimento anexo ao cinema metrópole que foi fundado por Sadi Ribeiro.

Histórias dessa visita ao rei serão registradas em nosso documentário e referenciada nas memórias que estamos registrando das personalidades que visitaram o Vitória, o Metrópole.

Em suas visitas a Teófilo Otoni, Roberto Carlos gostou tanto da hospitalidade recebida no Hotel Metropole que quando tentaram mudar ele de Hotel, o mesmo exigiu a hospedagem no Metrópole. Também contam que alguns funcionários que acabaram visitando o quarto do rei, acharam inúmeras perucas que com certeza deveriam ser de algum membro do seu staff. Finalmente, a filha de Roberto Ribeiro, Marcine, na época criança aproximou-se do Rei e o mesmo disse: - Vem cá menina tirar um retrato. A mesma não quiz e o rei a agarrou e disse, tira sim, porque a foto é para mim.

Enfim, são histórias da passagem de uma grande personalidade do show Biz e que estarão sendo registradas nas memórias de Joaquim "Sadi" Ribeiro.

Fonte: Registros orais de Roberto Joaquim (neto de Sadi Ribeiro)
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Um pouco da história de Teófilo Otoni. Comentários sobre seu julgamento.

Programa Via Justiça e ALMG discutem o julgamento de Teófilo Otoni...


Primeira parte



Teófilo Otoni é preso na batalha de Santa Luzia. Teófilo Otoni escolhe ser preso para defender a revolução liberal em 1830, a república que nascia contra a monarquia. O crime do mesmo foi conspirar contra a monarquia, ou crime comum, e delito comum. Quem era republicano era criminoso.


Segunda parte



A revolução liberal de 1830 a questão essencial era republicar a monarquia. A tentativa era buscar uma monarquia institucional. As propostas eram para alargar regras eleitorais, senado vitalício, acabar com eleições apenas para homens, proprietários de terras, processos eleitorais fechados.Apoiar a maioridade de Pedro II com 15 anos, e contra ministério conservador. Existia o poder moderador da corte.
Batalha de Santa Luzia e derrota de Teófilo Otoni em Santa Luzia por Duque de Caxias.
O recurso das armas foi avaliado como um erro por Teófilo Otoni. O julgamento político de Teófilo Otoni. Um juri conservador, mas que não resiste a defesa do próprio Teófilo Otoni

Terceira parte



Teófilo Otoni é absolvido por unanimidade. Recebe anistia em 1840. Teófilo Otoni fica desiludido com a política e então se volta para projetos de empreender no mucuri os seus sonhos. Em 1860 volta a cena política com a circular aos eleitores mineiros. O imperador nomeia Teofilo Otoni senador. Sonhos de Teófilo Otoni, a política é grandiosa, não aceito concessões, mas mantenho minhas convicções.Jornalista, fiel aos seus princípios.

Parte 4



A caneta da absolvição é entregue ao próprio Teofílo Otoni. A absolvição de Teófilo Otoni, foi um ato de rebeldia de Minas Gerais.
Primeiras imagens da exposição e amostra para o memorial Joaquim Ribeiro "Sadi" já está em andamento. A exposição inicial acontecerá ainda fora da cidade natal de Sadi Ribeiro em Ipatinga. O móvel acima mostra os aspectos relevantes da arquitetura do cinema Vitória e seu arquiteto que foi responsável por inúmeras obras históricas na capital do do Estado de Belo Horizonte como o prédio da prefeitura municipal, o Hospital da Santa Casa e até o ex teatro municipal ou cine metropoles de Belo Horizonte. O arquiteto será homenageado durante a exposição com um espaço especialmente dedicado ao seu trabalho.

Móvel com apresentação de fichas de jogos e lata antiga de cinema. As fichas de jogos ainda são da casa e bar Santo Antônio que foram os primeiros locais de projeção na cidade de Teófilo Otoni.


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